entristece-me não poder ter tudo; tudo, no meu caso, não seria assim tanto, apenas a possibilidade de ter o meu F. e a minha D., os meus amores, comigo, o tempo todo (ou quase). actualmente, estar com um implica necessariamente não ter o outro, o que resulta numa montanha russa emocional pouco recomendável: às sextas à tarde separo-me dele para correr para ela, às segundas de manhã deixo-a e sigo para lisboa, para ele, e se bem que a perspectiva do encontro próximo com o outro mitigue de algum modo, para mim, a dor da despedida, não o faz com eles, especialmente com a minha pequenina D., tão doce, que mal entende porque passo eu tanto tempo em lisboa. assim, o verão é ainda mais uma montanha russa. se, por um lado, estarei com a D. praticamente todos os dias, e vamos dormir juntas quase sempre e dedicar-me-ei a ela mais do que nunca, por outro lado verei o F. tão menos do que quero e preciso. e se, em setembro ou outubro, vou viver com o F. e tê-lo para mim o tempo todo, por outro acabarei por ver a D. menos do que o habitual. tudo isto me entristece. tudo isto me dói.
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