dor

sempre que tento explicar como a dor pode ser bela tropeço no meu próprio embaraço, transformo-me num tomate andante e acabo a tartamudear meias palavras até mudar (nunca de modo subtil, embora não por falta de vontade) de assunto desgraciosamente. não me perguntem porquê; a dor pode ser bela, sim. a dor é bela. talvez nunca venha a conseguir explicar a ninguém além da minha doce L. (que também o sabe sem que eu o explique...) a beleza - sim, mais do que prazer; mais do que luxúria; a beleza - dos beijos de uma lâmina na tua pele (eu tenho uma fraqueza tonta por pulsos...), o sangue a preencher lentamente o sulco que aquela deixou, vermelho e intenso e belo, e depois a escorrer livremente. oh, quem me dera saber pintar.

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